Artigo Técnico

Controle e Garantia da Qualidade Aplicados à Farmácia com Manipulação


Janaina Fernanda Packer

A farmácia com manipulação é um estabelecimento de saúde que possui por função manipular fórmulas magistrais e oficinais a partir da prescrição de profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado (BRASIL, 2007). Deste modo, proporciona benefícios ao paciente, não somente de caráter financeiro, mas principalmente terapêutico, pois trabalha com os fármacos em concentrações e formas nem sempre disponibilizadas pela indústria farmacêutica.

É imprescindível à farmácia com manipulação o controle das matérias-primas, qualificação dos fornecedores, obediência ao Manual da Qualidade, controle e monitoramento de todos os processos e controle dos produtos acabados, conferindo, desta forma, confiabilidade ao paciente e ao médico prescritor.

Conceitualmente o controle de qualidade seria o conjunto de operações (programação, coordenação e execução) que possui como objetivo verificar a conformidade das matérias-primas, materiais de embalagem e do produto acabado, com as especificações estabelecidas em Resoluções da Diretoria Colegiada e literaturas aprovadas pela mesma (BRASIL, 2007; BRASIL, 2009). Muito além deste conceito estão os deveres da farmácia com manipulação para a comunidade e desta forma amplia-se o conceito e acrescenta-se a idéia de prover qualidade contínua aliada a um serviço adequado e a custo acessível. Para que isto seja possível, o profissional farmacêutico, responsável pela manipulação, deve prosseguir uma rotina de estudos e aperfeiçoamento contínuos. E este conhecimento, obtido e apreendido, deve estar continuamente sendo repassado a toda equipe de colaboradores para que todos busquem a filosofia do “kaizen” (BRASIL, 2000).

O controle de qualidade para as farmácias com manipulação está inserido na garantia da qualidade, com as Boas Práticas de Manipulação (BPM) e Boas Práticas de Laboratório (BPL). A garantia da qualidade é o esforço organizado e documentado dentro da farmácia que pretende assegurar as características do produto, de modo que cada unidade do mesmo esteja de acordo com as especificações estabelecidas de acordo com o determinado pelas autoridades sanitárias (BRASIL, 2000; BRASIL, 2007; BRASIL, 2008).

A farmácia com manipulação, assim como os demais estabelecimentos de saúde, possui legislação aplicada específica e, a partir desta (BRASIL, 2007; BRASIL, 2008) e de sua atualização. fica claro que o controle deve ser realizado no início, no meio e no final da prestação do serviço ao paciente.

Realizar adequadamente o controle de qualidade interno à farmácia com manipulação e saber discutir os resultados enviados, quando do controle de qualidade externo realizado por laboratórios terceirizados, é de fundamental importância para a adequação e a competitividade das farmácias perante as autoridades sanitárias e o mercado consumidor.

Este tema será abordado na 20ª Semana Racine – Congresso de Farmácia em duas datas:

02/Julho/2010 – Sexta-feira
CURSO 11 (8h30 às 18h) • Instituto Racine
Metodologias analíticas para o controle de qualidade físico-químico de matérias-primas na farmácia de acordo com a RDC nº 67/2007 (Teórico e Prático)
03/Julho/2010 – Sábado
CURSO 17 (8h30 às 18h) • Instituto Racine
Metodologias analíticas para o controle de qualidade físico-químico de matérias-primas na farmácia de acordo com a RDC nº 67/2007 (Teórico e Prático)

Referências Bibliográficas:

BRASIL. Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR ISO9000 2: Normas de Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade: diretrizes gerais para a aplicação nas normas ISO9001, 9002 e 9003, 2000.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 09 de outubro de 2007, Seção 1.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº87, 21 novembro de 2008. Altera o Regulamento Técnico sobre Boas Práticas de Manipulação em Farmácias. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 de novembro de 2008, Seção 1.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº37, de 06 de julho de 2009. Trata da admissibilidade das Farmacopéias estrangeiras. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 08 de julho de 2009, Seção 1.

Publicado por Instituto Racine 7/maio/2010


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